24 de julho de 2014

Quero silêncio lá fora!


”(…) Eu também quero reivindicar, posso? Eu quero paz. Quero
menos buzinas, menos gritos, menos (muito menos) telefones,
menos carros-radinhos-de-pilha, menos reformas que não
acabam, menos ruídos, menos chiados, menos volume. 
Quero
silêncio lá fora! 
Há barulho demais dentro de mim.”
em "Lembretes"

11 de junho de 2014





“Quer saber o que eu penso? Você aguentaria conhecer minha
verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem
não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o
morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração
nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres.
Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a
tapa! Ser louca, estranha, chata! Eu sou assim. Tenho um
milhão de defeitos. Sou volúvel. Sou viciada em gente. Adoro
ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me
provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire
do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus,
me faça sentir… Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir
até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o
meu alimento: palavras para uma alma com fome. “

" Que na esquina de todas as dores, o amor seja o aconchego, o
colo de que se necessita. Que na travessia da solidão, haja o
preenchimento de nós mesmos por dentro como a melhor
companhia. Que não falte amparo quando o abraço esperado
estiver longe. E que nossa rotina de dores e amores que ficam e
vão, que mesmo com todas as lacunas e vãos, possamos
cumprir, nesta existência, lindamente a nossa missão..."
Ela Tem olhos hipnóticos, quase
diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de
nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa
altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita
gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda,
profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade
perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas
porque a gente pressente que ela está sempre sabendo
exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja
fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca
ninguém tinha me perturbado tanto.
Caio Fernando de Abreu  
Ah Caio seu lindo!Impresionante como você me conhecia....rsrsrsrs

”(…) Eu também quero reivindicar, posso? Eu quero paz. Quero
menos buzinas, menos gritos, menos (muito menos) telefones,
menos carros-radinhos-de-pilha, menos reformas que não
acabam, menos ruídos, menos chiados, menos volume. 
Quero
silêncio lá fora! 
Há barulho demais dentro de mim.”
em "Lembretes"

2 de junho de 2014

"O amor é feito casinha de joão-de-barro: é construído devagar,
no dia a dia. Sua matéria-prima é simples, mas aquece, acolhe.
E a gente mora ali cheio de fé, confiantes de que estamos
protegidos das nossas próprias tempestades e do vento frio da
solidão."
(Sabrina Davanzo)
Perdoe minha deselegância de não saber o que
quero da vida. Às vezes confundo mesmo
vontades com pássaros em alvoroço, voando
em bando para o nada mais próximo mas que
faça recordar em algo o aconchego de um
ombro morno. Tenho estado fora do lugar
ultimamente. Não peço que você me entenda,
só peço que você me perdoe a deselegância de
ter medo e de raciocinar demais quando o que
eu deveria fazer era sentir, e mais nada. E não
pense que estou fugindo, apenas não estou aqui
e digo, sei o caminho, só não tenho certeza se
já é hora de voltar.

17 de maio de 2014

"É preciso vez em quando promover mudanças. Arrumar gavetas,
empacotar tristezas, recolher pensamentos desbotados,
desempoeirar os armários. Confesso que cansa e a preguiça
insiste em deixar tudo no mesmo lugar... Mas pesa demais no
ombros esse entulho emocional que nos leva para lugar nenhum
e rouba o brilho dos olhos de tudo aquilo que a vida nos deu de
presente. A rotina cansativa precisa ser a mola que impulsiona
cada vez que chegamos no chão. Por isso confesso minhas
fraquezas... Espero conforto, coragem, e um beijo, um beijo
daqueles que restaura o fôlego, que embeleza e formoseia o
rosto... Fecho meus olhos e vejo o colorido do lado de dentro,
aumento o som do sentimento que amo e ganho força . Hoje
decidi. Vou arrumar minhas bagunças."

16 de maio de 2014

14 de maio de 2014

A quem chega aqui
"Seja bem-vindo. Entre e fique à vontade. Mas, por favor, não
toque na minha esperança. Não desarrume as minhas certezas,
nem tente abrir a gaveta dos meus sentimentos, se a sua
intenção não for ficar. É que quando o amor me invade, costumo
me entregar com intensidade. Por isso, fique aqui somente se
houver no meio de tudo aquilo que eu sou, parte daquilo que
você pretende ser enquanto estiver em minha companhia. A
verdade é que os meus pecados são confessos. As minhas
virtudes nem sempre são expostas. Minha sensibilidade
constantemente me abraça. Minha fragilidade, às vezes, me
derruba, mas, ao contrário do que parece ser, eu não sou leve a
vida inteira. Tem dias que as circunstâncias pesam sobre mim;
ferem a minha alma e adoecem o meu corpo. Tem dias que eu
respiro densidades por puro hábito. Mas, ainda que eu caia por
qualquer motivo, sempre restabeleço a ordem das coisas através
da generosa mão do tempo, que me segura, me encoraja e me
levanta, logo após a queda."
(Erica Gaião)